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A partir de testemunhos de homens condenados por violência doméstica, “Homens Néscios” estreia em Paredes a 7 de setembro

por Beatriz Leite
A partir de testemunhos de homens condenados por violência doméstica, "Homens néscios" estreia em Paredes a 7 de setembro

É um espetáculo construído a partir de testemunhos de homens condenados por violência doméstica, a frequentar programas de prevenção da reincidência. A estreia está marcada para esta quarta-feira, no México. Já a Paredes, a peça “Homens Néscios”, uma co-produção entre a companhia de teatro Astro Fingido e a companha de dança mexicana Contracuerpo, chega dia 7 de setembro.

“Trata-se de um projeto sobre violência doméstica, nomeadamente de género, e que, dando continuidade ao teatro de vozes que caracteriza a metodologia de trabalho da Astro Fingido, pretende compreender o fenómeno da normalização e perpetuação de comportamentos violentos que continua a conduzir (…) ao homicídio de muitas mulheres e, por vezes, ao suicídio do agressor”, explica a dramaturga Ângela Marques à Vale do Sousa TV.

Em concreto, para este espetáculo, a dramaturgia foi construída a partir da recolha de testemunhos de homens condenados judicialmente e que frequentam, em Portugal, programas de prevenção da reincidência.

A mesma fonte destaca que “Homens Néscios” conta com encenação de Fernando Moreira (Astro Fingido), movimento cénico de Jorge Dominguez Cerda (Contracuerpo), desenho de luz e espaço cénico da mexicana Patricia Gutierrez Arriaga e desenho de som e música original de Alberto Lopes.

Por sua vez, o elenco é composto pelos atores portugueses Emílio Gomes e Valdemar Santos, as bailarinas mexicanas Kena Carbajal e Giselle Martínez, contando ainda com a participação especial de Andrea Gabilondo, coreógrafa mexicana radicada em Portugal.

A estreia em Portugal está marcada então para o dia 7 de setembro, pelas 21h00, na Casa da Cultura de Paredes, e terá interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

No final do espetáculo, terá lugar uma conversa com o público, com moderação de Cláudia Marisa Oliveira (socióloga e docente da ESMAE/IPP) e com a presença de Ângela Marques (em representação da Astro Fingido), Jorge Dominguez Cerda (em representação da Contracuerpo) e Filipa Cardoso (em representação da Associação A4 – Acolher, Aceitar, Agir, Adapta de Arouca).

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