A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-NORTE) realizou uma reunião de trabalho esta quinta-feira com a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa, em Penafiel. O encontro, inserido na iniciativa “Ouvir o Território, Construir o Futuro”, centrou-se na competitividade industrial e no papel do reforço científico-tecnológico para o desenvolvimento da sub-região.
No encontro, foi apresentado o balanço dos programas de investimento em curso no Tâmega e Sousa, que totalizam 810 milhões de euros, abrangendo fontes de financiamento como o Portugal 2030, o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e o PEPAC.
Investimentos em curso
Os investimentos estão a ser aplicados em áreas como a modernização industrial, a qualificação da educação e formação, a melhoria dos serviços públicos e o setor agroalimentar. Através do Portugal 2030, estão em curso intervenções para a qualificação de parques industriais, digitalização de PME e reabilitação de escolas. O PRR está a canalizar fundos para formação, habitação acessível e eficiência energética em edifícios públicos.
Projetos de destaque
Entre as operações com maior investimento atualmente aprovadas, destacam-se projetos na gestão sustentável da água. A maior intervenção é a remodelação da ETAR da Arreigada, em Paços de Ferreira, com um investimento elegível de 23,4 milhões de euros. Segue-se o “Sistema de Águas da Região do Noroeste”, da Águas do Norte, que abrange Baião, Celorico de Basto e Cinfães, com um investimento de 12,6 milhões de euros.
No âmbito do crescimento e competitividade das PME, foram destacados dois projetos: o Hotel Serpa Pinto Explorer, em Cinfães, com um investimento de 9,48 milhões de euros, e uma Fábrica 4.0 dedicada à construção modular sustentável, em Amarante, promovida pela DNCL, Lda., com um investimento total de 5,49 milhões de euros.
Visão para o futuro
O Presidente da CCDR-NORTE, António Cunha, sublinhou que o Tâmega e Sousa é “uma das colunas vertebrais da economia do Norte” e que o seu futuro industrial exige “subir mais rapidamente na cadeia de valor”. Para competir ao mais alto nível, defendeu ser necessário garantir “mais conhecimento, mais tecnologia, mais formação superior e mais investigação ligada às empresas”.
Por sua vez, o presidente da CIM do Tâmega e Sousa, Nuno Fonseca, salientou a necessidade de mais ensino superior no território e referiu o “esforço contínuo” para atingir os objetivos dos projetos em execução.
A CCDR-NORTE reafirmou que o Tâmega e Sousa será um território determinante para a competitividade da Região Norte no período pós-2027.
Fotografias: CCDR-NORTE