A Comissão Municipal de Gestão Integrada de Fogos Rurais (CMGIFR) de Baião aprovou o Programa Municipal de Execução (PME) para 2026, um plano de 1,6 milhões de euros que visa reforçar a prevenção, gestão de combustíveis e proteção das populações contra incêndios rurais.
O programa, aprovado na reunião de 30 de dezembro de 2025, integra 14 projetos estratégicos que concretizam, a nível local, as diretrizes do Programa Sub‑Regional de Ação do Tâmega e Sousa.
O maior investimento individual, no valor de 1,07 milhões de euros, está destinado à gestão da rede secundária de faixas de gestão de combustível. Esta ação prevê intervenções em cerca de 322 hectares para reduzir o risco de propagação de fogos e proteger infraestruturas críticas.
Outros eixos de atuação destacados incluem:
- A expansão do apoio à população na realização de queimas e queimadas, com reforço da plataforma nacional de pedidos, acompanhamento técnico e sensibilização.
- A implementação dos programas “Aldeia Segura” e “Pessoas Seguras” em cinco aldeias prioritárias, que incluirão planos de evacuação, sinalética e exercícios de simulacro.
- A dinamização dos “Condomínios de Aldeia” em seis localidades, promovendo a gestão comunitária de combustível.
- A continuação da transposição do Programa Regional de Ordenamento Florestal (PROF) para o Plano Diretor Municipal (PDM) de Baião.
- A execução de projetos de valorização dos espaços rurais, como o controlo da vespa velutina e a promoção de sistemas agroflorestais.
O financiamento do plano de 1,6 milhões de euros envolve verbas municipais, supramunicipais e de entidades gestoras de infraestruturas e proprietários privados. O PME 2026 já obteve parecer favorável da Comissão Sub‑Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Tâmega e Sousa.
A Presidente da Câmara de Baião e da CMGIFR, Ana Raquel Azevedo, sublinhou que o plano representa “um compromisso renovado com a proteção das populações, com a valorização do território e com a construção de um concelho mais resiliente”. A autarca destacou que a estratégia alia o investimento municipal ao envolvimento de todas as entidades do sistema e à “participação ativa da comunidade” para preparar o concelho para os desafios das alterações climáticas.
Fotografia: CM de Baião