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Câmara de Paços de Ferreira aprova orçamento recorde de 88,5 milhões de euros para 2026

por admin
Câmara de Paços de Ferreira aprova orçamento recorde de 88,5 milhões de euros para 2026

O documento, fortemente alavancado por fundos comunitários, prioriza a habitação social, a educação gratuita, a saúde e o desenvolvimento económico, mantendo uma política fiscal considerada amiga das famílias e das empresas.

A Câmara Municipal de Paços de Ferreira aprovou o que classifica como o maior orçamento de sempre, no valor de 88,5 milhões de euros para o exercício de 2026. O documento, que aguarda agora discussão e votação na Assembleia Municipal, reflete uma estratégia de investimento estruturante fortemente apoiada por financiamentos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e do Portugal 2030.

O orçamento, que a autarquia afirma cumprir a regra do equilíbrio orçamental, divide-se em 46,6 milhões de euros de receitas correntes (com destaque para transferências do Estado) e 32,8 milhões de euros de receitas de capital, maioritariamente de fundos comunitários. Do lado da despesa, estão previstos 43,5 milhões de euros em despesas correntes e 41,3 milhões de euros em despesas de capital, esta última traduzindo uma “forte aposta na transformação do território”.

Entre as prioridades absolutas destacam-se a habitação social e a educação. No âmbito do Programa 1.º Direito, estão previstas intervenções em conjuntos habitacionais como a Arreigada, Boavista e Modelos, a construção de novos fogos em Seroa e Pigeiros, e 60 habitações para renda acessível em Freamunde, em parceria com o IHRU. Na educação, mantém-se a gratuitidade das refeições e transportes escolares, o programa “Aprender a Nadar” e a criação de “Salas do Futuro” nos 14 centros escolares. Uma novidade é a atribuição de uma bolsa de 500 euros aos estudantes do ensino superior residentes no concelho, a partir do ano letivo 2026/2027.

Na saúde, prossegue a construção do novo Centro de Saúde de Paços de Ferreira e a operação da Unidade de Saúde Móvel. O plano inclui ainda a abertura de uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas e de Residências de Autonomização e Inclusão.

A nível fiscal, o executivo mantém a taxa mínima de IMI (0,3%), o IMI familiar com deduções e a isenção de derrama para PME com volume de negócios até 150 mil euros. No âmbito do desenvolvimento económico, são referidos projetos estruturantes como o Habipark – Parque de Ciência e Tecnologia da Capital do Móvel e o Centro de Tecnologia e Inovação para a Madeira e Mobiliário.

O documento prevê ainda investimentos na sustentabilidade ambiental, com a aquisição de viaturas para recolha de biorresíduos, e na modernização administrativa, com a criação de uma aplicação municipal e a desmaterialização de processos. As Juntas de Freguesia verão um aumento significativo das transferências financeiras do município.

Fotografia: CM de Paços de Ferreira

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