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Os livros fazem parte das nossas vidas

por Joaquim Luís Costa
Joaquim Luís Costa - Opinião vale do Sousa TV
Joaquim Luís Costa
Licenciado em Ciências Históricas, mestre e doutor em Ciência da Informação. Historiador.



Neste mês, celebra-se o Dia do Livro Português e, em abril, comemoram-se o Dia Internacional do Livro Infantil, no dia 2, e o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, a 23. 

A primeira efeméride foi criada pela Sociedade Portuguesa de Autores para destacar a importância do livro e da língua portuguesa. Este dia foi escolhido por ter sido em 26 de março de 1487 que se imprimiu o primeiro livro em Portugal, o Pentateuco, impresso em Faro, por Samuel Gacon, impressor algarvio de origem judaica. A segunda data foi instituída em 1967, pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens porque, no dia 2 de abril de 1805, nascia em Odense, na Dinamarca, Hans Christian Andersen, que ficou célebre pelos seus contos infantis, como o Soldadinho de Chumbo, o Patinho Feio ou A Pequena Sereia. Com este dia, pretende-se evidenciar a importância da leitura e dos livros para as crianças. A escolha do dia 23 baseia-se no facto de neste dia, mas em diferentes anos, terem desaparecido importantes escritores, como William Shakespeare, que faleceu a 23 de abril de 1616. Este dia comemorativo foi instituído pela UNESCO, em novembro de 1995, para fomentar o gosto pela leitura e, simultaneamente, respeitar a obra daqueles que fazem da escrita a sua profissão (daí, ser também dia do Direito de Autor) e contribuem para o progresso da Humanidade.

Março e abril são meses especiais para quem gosta de escrever e para quem aprecia a leitura.

Como os livros devem fazer parte das nossas vidas e com intuito de promover a leitura, valorizar os autores nacionais e a língua portuguesa, aproveitemos estes dois meses para ler um livro sobre o nosso território ou concelho onde vivemos ou temos raízes. Para este propósito, sugiro livros de diferentes temáticas e géneros, desde história, literatura ou desporto, para que possamos saber um pouco mais sobre o território do qual fazemos parte. 

Para Amarante, sugiro para o público juvenil Amadeo de Souza-Cardoso: tenho mais fases que a lua, de João Manuel Ribeiro, numa edição da Opera Omnia.

Para Baião, recomendo a coleção Baião, em torno de…, editada pela Caleidoscópio.

Para Castelo de Paiva, aconselho Percurso viver o Douro, de José Marques da Silva, editado pela Câmara Municipal.

Para Celorico de Basto, sugiro um livro infantojuvenil baseado em histórias e lendas concelhias: Uma aventura na pousada misteriosa, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, da Caminho.

Para Cinfães, proponho Cinfães – pinceladas de escrita, uma obra que reúne textos em prosa e poesia de escritores cinfanenses, editada pela Câmara Municipal.

Para Felgueiras, Histórias e lendas das terras da Lixa, do professor e escultor Carlos Costa, numa edição da União de Freguesias de Vila Cova da Lixa e Borba de Godim.

Para Lousada, Uma história do desporto em Lousada, de Luís Ângelo, numa edição do Município.

Para Marco de Canaveses, um livro geral de história: Marco de Canaveses – Entre o Douro e o Tâmega, onde começa Marão, sob direção de Paulino Gomes, da Anégia Editores.

Para Paços de Ferreira, um tema comum a muitos outros concelhos: Casa de Brasileiros de Paços de Ferreira, de Maria da Assunção Barros, coeditado pela Patrium e Câmara Municipal.

Para Paredes, recomendo o episódio Os percevejos de Baltar, de Camilo Castelo Branco, editado pela Câmara Municipal, originalmente integrado na obra Vinte Horas de Liteira, do mesmo autor.

Para Penafiel, sugiro as publicações temáticas dedicadas à vida e obra dos escritores homenageados no Festival Literário Escritaria, desde o primeiro evento, em 2008.

Por fim, para Resende, indico os cinco volumes temáticos sobre a história do concelho, da autoria de Joaquim Correia Duarte e publicados pelo Município. 

Uma dica: não precisa de comprar os livros referidos porque todos estão disponíveis para leitura presencial e/ou empréstimo domiciliário nas bibliotecas municipais do nosso território! 

Boas leituras!

Fotografia: Freepik (fotografia meramente ilustrativa)

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