A companhia Astro Fingido, sediada entre o Porto e Paredes, estreia nos dias 21 e 22 de março no Pequeno Auditório da Casa das Artes de Famalicão a sua mais recente criação, “Tudo o que Ela Calava”, um espetáculo inspirado na poesia da escritora luso-belga Bénédicte Houart, com dramaturgia e encenação de Ângela Marques e uma equipa predominantemente feminina de diferentes geografias.
A criação conduz o público numa viagem que acompanha o crescimento de uma mulher: da menarca ao envelhecimento, da sedução ao abandono, das tarefas domésticas e profissionais ao esquecimento. “Os poemas da Bénédicte abrem a porta a uma reflexão acerca dos discursos sobre o feminino, esses discursos que vão passando de geração em geração, por vezes de mães para filhas, numa aprendizagem que visa a criação de uma armadura para enfrentar o mundo”, explica Ângela Marques.
O espetáculo integra a 8.ª edição dos Encontros de Teatro Poética da Palavra e resulta de uma coprodução com a Casa das Artes de Famalicão, com financiamento da Direção-Geral das Artes. A dimensão intercultural da obra é reforçada pela colaboração de criadoras internacionais viabilizada pelo Programa Ibercena 2025-2026: a mexicana Patricia Gutiérrez Arriaga (desenho de luz e espaço cénico), a colombiana Cata Corredor (vídeo) e a espanhola Raquel Crespo (figurinos).
Ficha artística e bilheteira
- Datas: 21 de março (21h30) e 22 de março (18h00)
- Classificação etária: M/14 anos
- Bilhete: 8 euros (4 euros com desconto para estudantes, seniores e outros)
- Bilheteira online: https://casadasartesvnf.bol.pt/
A Astro Fingido, fundada em 2008, alia a produção de espetáculos à formação, focando-se na criação de novos públicos e em problemáticas sociais, raízes culturais e memória imaterial, com base entre o Porto e Paredes.
