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Ecovia suspensa entre Celorico de Basto e Amarante vai ligar margens do Tâmega por teleférico pedonal

por admin
Ecovia suspensa entre Celorico de Basto e Amarante vai ligar margens do Tâmega por teleférico pedonal

ATUALIZADA: a 2 abril às 00h01
Projeto de ecovia suspensa entre Celorico de Basto e Amarante foi uma brincadeira de 1.º de abril

As margens do rio Tâmega vão ser unidas por um projeto inovador de mobilidade suave: uma ecovia suspensa que ligará a freguesia de Arnoia, em Celorico de Basto (localidade de Lourido) , à freguesia de Rebordelo, em Amarante, através de um sistema misto de teleférico e passadiço pedonal aéreo, foi anunciado, ontem, terça-feira, 31 de março, pelos municípios envolvidos.

O projeto, orçado em 12,5 milhões de euros e com financiamento assegurado por fundos comunitários do Programa Norte2030, prevê a construção de um percurso suspenso com 2,7 quilómetros de extensão, que atravessará o vale do Tâmega a uma altura máxima de 85 metros acima do leito do rio. A estrutura combinará um sistema de cabinas para transporte de pessoas e bicicletas com um passadiço pedonal de 800 metros em cada uma das extremidades, permitindo a travessia contínua entre as duas margens.

O percurso terá início no Lourido e terminará em Rebordelo, incluindo uma passagem de acesso à ponte do Arame. Ao longo do trajeto, serão instalados três miradouros suspensos, que permitirão aos visitantes usufruir de vistas panorâmicas sobre as margens do Rio Tâmega.

Em declarações conjuntas, os edis de Celorico de Basto e de Amarante sublinharam o caráter inovador da iniciativa, que pretende afirmar-se como um ativo de mobilidade sustentável e um produto âncora para o turismo de natureza e de aventura na região. O projeto incluirá ainda um sistema de iluminação cénica noturna e a requalificação dos acessos nas duas margens, com criação de parques de estacionamento e pontos de apoio a visitantes.

A Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM-TS) manifestou apoio à iniciativa, que será desenvolvida em parceria com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) , face à localização da estrutura em zona de elevada sensibilidade paisagística e ecológica.

O prazo estimado para a conclusão da obra é de 24 meses, prevendo-se que a ecovia suspensa entre em funcionamento no segundo semestre de 2028. O modelo de gestão será definido por um consórcio intermunicipal, com tarifário integrado que incluirá passes para residentes e bilhetes para visitantes.

A apresentação oficial do projeto decorreu ontem na Ponte do Arame, numa cerimónia que contou com a presença de autarcas, representantes de entidades regionais e técnicos responsáveis pelo estudo de viabilidade.

Fotografia: DR – Gabinete de Arquitetura e Paisagem

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